Artigo do site Jornow - Uma novidade para os amantes de livros

A autora lendo A Saga de Orum
A autora lendo A Saga de Orum


Quando resolveu escrever A Saga de Orum, a autora Lara Orlow pensava no resgate de nossa cultura de matriz africana. Mas jamais imaginou o sucesso que isso faria.

Somos um povo misto, nosso folclore foi criado à partir de lendas europeias, africanas e indígenas. Quando entramos em uma livraria, nos deparamos com aventuras ficcionais com mitos europeus em grande profusão, alguns livros sobre lendas indígenas, e praticamente nada da cultura africana. Salvo os livros que abordam as questões religiosas.

Com esse mote, a autora percebeu uma lacuna, que precisava ser preenchida. Algo que chamasse a atenção de jovens e adolescentes. Um texto dinâmico, atual, que pudesse ensinar os mitos africanos, sem afetar crenças.

Desse pensamento, nasceu uma história surpreendente, próprio para jovens leitores, mas que com certeza irá cativar adultos.

Se você faz parte do grupo de devoradores de livros, prepare-se para viver uma emocionante aventura no reino dos orixás. A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados.


http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=3998&num_release=114577&ori=D

Artigo do site Jornow - Uma novidade para os amantes de livros

A autora lendo A Saga de Orum
A autora lendo A Saga de Orum


Quando resolveu escrever A Saga de Orum, a autora Lara Orlow pensava no resgate de nossa cultura de matriz africana. Mas jamais imaginou o sucesso que isso faria.

Somos um povo misto, nosso folclore foi criado à partir de lendas europeias, africanas e indígenas. Quando entramos em uma livraria, nos deparamos com aventuras ficcionais com mitos europeus em grande profusão, alguns livros sobre lendas indígenas, e praticamente nada da cultura africana. Salvo os livros que abordam as questões religiosas.

Com esse mote, a autora percebeu uma lacuna, que precisava ser preenchida. Algo que chamasse a atenção de jovens e adolescentes. Um texto dinâmico, atual, que pudesse ensinar os mitos africanos, sem afetar crenças.

Desse pensamento, nasceu uma história surpreendente, próprio para jovens leitores, mas que com certeza irá cativar adultos.

Se você faz parte do grupo de devoradores de livros, prepare-se para viver uma emocionante aventura no reino dos orixás. A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados.


http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=3998&num_release=114577&ori=D

Artigo do site Dihitt - A Saga de Orum - uma inovação na literatura nacional


A autora Lara Orlow, mais uma vez inovando com seu espirito revolucionário, trás para o mercado editorial o que poderia ser chamado de marco histórico.

Após escrever sobre a diáspora cigana da Idade Média – Wlad, Os prisioneiros do Destino, e um incomum romance abordando a questão de diversidade sexual – Os Caminhos de Lumia, ela reformula os mitos ancestrais africanos e nos apresenta um livro no mínimo inusitado. “A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados”.

A história começa com o sumiço de uma pedra sagrada, que pode destruir o príncipe Oxaguiã, no reino dos orixás. Caso isso aconteça o mundo, tal qual o conhecemos, será aniquilado. Para resolver esse enigma Orunmilá, consultando seu oráculo, convoca os Guerreiros Sagrados: três jovens humanos, que sequer imaginavam sua linhagem ancestral.

Entre situações cômicas e outras sinistras, os três adolescentes enfrentarão perigos e aventuras fantásticas, pelos mitos e as lendas africanas, até descobrir o paradeiro da tal pedra.

Um livro que promete muita emoção, do começo ao fim, com um enredo que leva o leitor do riso às lágrimas em poucas linhas de distância.

Confira essa aventura!





Serviço:
Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Preço: R$ 38,00
Páginas: 364
Anadarco Editora

www.livrariadaana.com.br
http://divulgarts.dihitt.com/noticia/a-saga-de-orum--uma-inovacao-na-literatura-nacional

Artigo do site Dihitt - A Saga de Orum - uma inovação na literatura nacional


A autora Lara Orlow, mais uma vez inovando com seu espirito revolucionário, trás para o mercado editorial o que poderia ser chamado de marco histórico.

Após escrever sobre a diáspora cigana da Idade Média – Wlad, Os prisioneiros do Destino, e um incomum romance abordando a questão de diversidade sexual – Os Caminhos de Lumia, ela reformula os mitos ancestrais africanos e nos apresenta um livro no mínimo inusitado. “A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados”.

A história começa com o sumiço de uma pedra sagrada, que pode destruir o príncipe Oxaguiã, no reino dos orixás. Caso isso aconteça o mundo, tal qual o conhecemos, será aniquilado. Para resolver esse enigma Orunmilá, consultando seu oráculo, convoca os Guerreiros Sagrados: três jovens humanos, que sequer imaginavam sua linhagem ancestral.

Entre situações cômicas e outras sinistras, os três adolescentes enfrentarão perigos e aventuras fantásticas, pelos mitos e as lendas africanas, até descobrir o paradeiro da tal pedra.

Um livro que promete muita emoção, do começo ao fim, com um enredo que leva o leitor do riso às lágrimas em poucas linhas de distância.

Confira essa aventura!





Serviço:
Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Preço: R$ 38,00
Páginas: 364
Anadarco Editora

www.livrariadaana.com.br
http://divulgarts.dihitt.com/noticia/a-saga-de-orum--uma-inovacao-na-literatura-nacional

Artigo do Jornal GGN - O mundo da Literatura está um pouco mais encantado


Acontece que a autora Lara Orlow resolveu ampliar os limites do fantástico, exaltando a mitologia africana. Isso mesmo! O mundo da fantasia ganhou ares africanos, em meio aos seus encantadores mitos.

Recheada de aventura, a história se passa nos dias atuais, quando três jovens vão parar misteriosamente em Orum, o Reino dos Orixás. Eles precisam desvendar um crime ali ocorrido para salvar os dois mundos: Orum e Aiyé - como os Orixás chamam a Terra.

Depois de se deliciar junto aos seus alunos com livros como Harry Potter e Percy Jackson, a autora, que também é professora, imaginou porque não poderíamos ter o mesmo estilo literário baseado em nossa matriz cultural africana.

Assim nasceu A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados. Lara promete mais dois livros na sequencia, e afirma que já está finalizando o segundo volume da série, ainda sem o subtítulo oficial. O lançamento do primeiro volume da trilogia foi em 21 de setembro de 2013, durante um importante evento da Literatura, o Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica, em São Paulo, capital.

São raros os livros que abordam esse tema (mitologia africana) em forma de ficção e aventura, existindo em quase sua totalidade obras voltadas para o público religioso. A autora sentiu falta de livros que pudessem ser lidos em sala de aula, independente da orientação religiosa dos alunos. A Saga de Orum permeia o fantástico, o irreal, uma ficção encantada, como o chama Lara Orlow. Para abordar esse intrigante tema, ela precisou mergulhar em uma ávida pesquisa sobre os orixás e seus mitos, a fim de transcrevê-los em forma de literatura fantástica.


“Não foi um trabalho fácil”, afirma Lara, “os mitos africanos variam de nação para nação, por se tratar de uma tradição oral. Assim, um orixá pode ser masculino ou feminino, dependendo da nação que o cita, como é o caso de Olokun”. Para adequar os mitos à aventura fantástica, a autora precisou fazer algumas adaptações, como, por exemplo, criar alguns elos de parentesco inexistentes nas lendas originais. “É provável que isso gere algumas críticas”, explica a autora, “mas ponderando sobre a diversidade dos mitos e suas muitas ramificações, acredito que isso não seja um problema para os seguidores das religiões de matriz africana”.

O principal objetivo da autora, ao escrever o livro, foi justamente erradicar o preconceito, gerando conhecimento. Além de proporcionar para educadores, pais e escolas, um material rico e dinâmico, em linguagem atual, para a abordagem do tema: cultura africana, uma vez que faz parte do currículo nacional de educação, seja em sala de aula, ou fora dela.

SERVIÇO:
Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Preço: R$ 38,00
Páginas: 364
Anadarco Editora

www.livrariadaana.com.br

http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-mundo-da-literatura-esta-um-pouco-mais-encantado

Artigo do Jornal GGN - O mundo da Literatura está um pouco mais encantado


Acontece que a autora Lara Orlow resolveu ampliar os limites do fantástico, exaltando a mitologia africana. Isso mesmo! O mundo da fantasia ganhou ares africanos, em meio aos seus encantadores mitos.

Recheada de aventura, a história se passa nos dias atuais, quando três jovens vão parar misteriosamente em Orum, o Reino dos Orixás. Eles precisam desvendar um crime ali ocorrido para salvar os dois mundos: Orum e Aiyé - como os Orixás chamam a Terra.

Depois de se deliciar junto aos seus alunos com livros como Harry Potter e Percy Jackson, a autora, que também é professora, imaginou porque não poderíamos ter o mesmo estilo literário baseado em nossa matriz cultural africana.

Assim nasceu A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados. Lara promete mais dois livros na sequencia, e afirma que já está finalizando o segundo volume da série, ainda sem o subtítulo oficial. O lançamento do primeiro volume da trilogia foi em 21 de setembro de 2013, durante um importante evento da Literatura, o Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica, em São Paulo, capital.

São raros os livros que abordam esse tema (mitologia africana) em forma de ficção e aventura, existindo em quase sua totalidade obras voltadas para o público religioso. A autora sentiu falta de livros que pudessem ser lidos em sala de aula, independente da orientação religiosa dos alunos. A Saga de Orum permeia o fantástico, o irreal, uma ficção encantada, como o chama Lara Orlow. Para abordar esse intrigante tema, ela precisou mergulhar em uma ávida pesquisa sobre os orixás e seus mitos, a fim de transcrevê-los em forma de literatura fantástica.


“Não foi um trabalho fácil”, afirma Lara, “os mitos africanos variam de nação para nação, por se tratar de uma tradição oral. Assim, um orixá pode ser masculino ou feminino, dependendo da nação que o cita, como é o caso de Olokun”. Para adequar os mitos à aventura fantástica, a autora precisou fazer algumas adaptações, como, por exemplo, criar alguns elos de parentesco inexistentes nas lendas originais. “É provável que isso gere algumas críticas”, explica a autora, “mas ponderando sobre a diversidade dos mitos e suas muitas ramificações, acredito que isso não seja um problema para os seguidores das religiões de matriz africana”.

O principal objetivo da autora, ao escrever o livro, foi justamente erradicar o preconceito, gerando conhecimento. Além de proporcionar para educadores, pais e escolas, um material rico e dinâmico, em linguagem atual, para a abordagem do tema: cultura africana, uma vez que faz parte do currículo nacional de educação, seja em sala de aula, ou fora dela.

SERVIÇO:
Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Preço: R$ 38,00
Páginas: 364
Anadarco Editora

www.livrariadaana.com.br

http://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-mundo-da-literatura-esta-um-pouco-mais-encantado

O público infanto-juvenil ganha uma nova publicação no Brasil!

Isso mesmo. Os sedentos por aventuras ficcionais mitológicas podem se preparar para essa nova aventura. 
A receita parece ser a mesma que já estamos acostumados: heróis, criaturas fantásticas, aventuras sobrenaturais, amizades eternas. Mas há algo de surpreendente e inovador. A autora Lara Orlow apostou em um tema inusitado. A mitologia africana.
Antes de ser escritora, ela mesma é uma leitora ávida, e encontrou uma lacuna na literatura fantástica. Nenhum livro do gênero utilizando a mitologia dos nossos ancestrais africanos. Para preencher essa lacuna, ela mesma, autora de outros dois títulos anteriores, resolveu arriscar: criou um trio de personagens brasileiros, adolescentes e muito improváveis para empreenderem uma grande missão em outro mundo.
A história acontece em Orum, o mundo dos orixás e se encontra às voltas de um grande mistério: a pedra sagrada do príncipe Oxaguiã desapareceu, e o garoto está à beira da morte.
O livro é recheado de bom humor e cenas inusitadas, como uma promoção de vasos de barro feitos por Nanã, o orixá do barro. Entre risadas e lágrimas, há um desfecho memorável, digno de prender a atenção do leitor do começo ao fim.
Mais uma pérola literária para nossas publicações nacionais.




Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Número de páginas: 364
Anadarco Editora

Artigo do Portal Process - Literatura Nacional Recheada De Mitologia Africana

A autora Lara Orlow vem com um novo lançamento, surpreendendo expectativas, uma vez que o livro foi sucesso de vendas em seu lançamento

O fato aconteceu durante um simpósio de literatura fantástica, o Fantasticon.



Durante a história, os leitores são preparados para conhecer um novo mundo, o mundo das lendas e dos mitos africanos. Trata-se de uma inovação no mundo da literatura nacional, uma vez que existe muito pouco material publicado a respeito.

A Anadarco Editora comprou a ideia e publicou “A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados”. Lara gosta de deixar sempre claro que não se trata de um livro religioso, mas ficcional, onde a mitologia africana serve como cenário, com seu panteão, mitos e deidades.

Entre magias ancestrais e profecias a serem desvendadas para a solução de um mistério, o leitor é levado a conhecer os orixás e suas características, sempre com o bom humor típico da autora que gosta de brincar com seus personagens colocando-os em situações no mínimo bizarras.

Então, agora nos resta conferir até onde essa grande aventura poderá nos levar. Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados Autor(a): Lara Orlow Número de páginas: 364 Anadarco Editora

Artigo do Portal Process - Literatura Nacional Recheada De Mitologia Africana

A autora Lara Orlow vem com um novo lançamento, surpreendendo expectativas, uma vez que o livro foi sucesso de vendas em seu lançamento

O fato aconteceu durante um simpósio de literatura fantástica, o Fantasticon.



Durante a história, os leitores são preparados para conhecer um novo mundo, o mundo das lendas e dos mitos africanos. Trata-se de uma inovação no mundo da literatura nacional, uma vez que existe muito pouco material publicado a respeito.

A Anadarco Editora comprou a ideia e publicou “A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados”. Lara gosta de deixar sempre claro que não se trata de um livro religioso, mas ficcional, onde a mitologia africana serve como cenário, com seu panteão, mitos e deidades.

Entre magias ancestrais e profecias a serem desvendadas para a solução de um mistério, o leitor é levado a conhecer os orixás e suas características, sempre com o bom humor típico da autora que gosta de brincar com seus personagens colocando-os em situações no mínimo bizarras.

Então, agora nos resta conferir até onde essa grande aventura poderá nos levar. Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados Autor(a): Lara Orlow Número de páginas: 364 Anadarco Editora

ENTREVISTA FEITA PELO BLOG JORNALISMO NA ALMA

Pessoal, segue abaixo uma entrevista super gracinha que a Paloma, do blog Jornalismo na Alma fez comigo. Espero que gostem, eu adorei... bjks...

Sobre o livro
Orum está em perigo. Os orixás iniciarão uma guerra de proporções épicas, pois a pedra sagrada do príncipe Oxaguiã está desaparecida. O rei Olorun, buscando o conselho do oráculo Ifá, descobre que somente a antiga raça de guerreiros sagrados da Terra - descendentes dos orixás - será capaz de empreender essa missão. Orunmilá, o feiticeiro, faz uma magia ancestral, e traz para Orum os escolhidos por Ifá: Rick, Verônica e Duda. Três jovens comuns, que do dia para a noite, se veem com a responsabilidade de salvar o mundo. Os três jovens contarão com a ajuda de Lonan, o guardião, que com seu dragão alado os guiará durante toda a missão. Eles vivem muitas aventuras entre as lendas e os mitos africanos, até desvendarem que o verdadeiro culpado está mais próximo do que poderiam supor.


Jornalismo na Alma-Como despertou o desejo de escrever livros?
Lara Orlow-Escrevo histórias desde que fui alfabetizada. Enquanto a professora pedia pequenas frases, eu já estava no meio de uma redação de uma página inteira. Alguns professores gostavam, incentivavam, valorizavam as imensas respostas e redações. Outros achavam um exagero e propunham uma determinada quantidade de linhas. Agora, escrever um livro inteiro pela primeira vez, foi aos dezesseis anos, um romance medieval "Vozes do Tempo", mas nunca foi publicado. Com o tempo a gente vai amadurecendo nossa escrita, é uma prática constante.

Jornalismo na Alma-Nos conte um pouco do universo de Orum. De onde tirou inspiração para criá-lo?
Lara Orlow-Orum faz parte da mitologia africana. É o reino dos orixás. É repleto de magia, transcende a nossa realidade. Seria quase como um mundo paralelo. A inspiração veio de diversas fontes diferentes. Nesse caso eu separei a mitologia da religião. Essa ideia surgiu depois que eu li Harry Potter e Percy Jackson (as coleções completas), e fiquei imaginando porque não tínhamos nenhum livro com heróis brasileiros, vivendo aventuras em meio à mitologia africana, afinal, essa é a nossa matriz cultural. Esse é um livro que pode ser lido por qualquer pessoa, independente de sua orientação religiosa, porque não fere a crença de ninguém, é apenas uma grande aventura, ladeada por um tremendo mistério, que tem como pano de fundo os mitos africanos. Além disso, nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação, está contemplado o estudo da cultura africana. O que encontramos com esse tema, ou são livros didáticos, ou livros religiosos. Como educadora nunca encontrei um livro de aventuras com esse tema que pudesse aguçar a curiosidade, atrair a atenção de jovens ao mesmos tempo que instruía sobre os mitos e lendas. Dessa mistureba nasceu A Saga de Orum.

Jornalismo na Alma-A saga de Orum é composta por quantos livros?

Lara Orlow-Por enquanto será uma trilogia, mas algo em minha mente está fervilhando a ponto de nascer um quarto livro.

Jornalismo na Alma-Como surgiu a escolha do nome do livro?

Lara Orlow-A história se passa entre os dois mundos: Orum e Aiyé (como os orixás chamam a Terra). Mas todo o enredo começa em Orum, o mistério acontece lá, e pode destruir nosso mundo, percebi que seria uma saga enfim, então, ficou a Saga de Orum. Esse primeiro volume é Os Guerreiros Sagrados, porque conta justamente a história deles, e seu papel dentro da saga. Cada volume que comporá a saga inteira tem seu próprio nome.

Jornalismo na Alma-Vi que você tem outros livros publicados. Algum deles é seu xodó? Por quê?

Lara Orlow-Complicado responder isso, porque cada um é muito diferente do outro, então todos são meus preferidos sob aspectos diferentes. O mesmo que perguntar a uma mãe qual seu filho preferido. Até os que nunca foram publicados fazem parte dos meus preferidos. "Wlad, Os Prisioneiros do Destino" é um romance medieval, mas que acontece em um clã cigano, é uma história e tanto, cheia de magia, mistério e traições. "Os Caminhos de Lumia" é outro romance, mas dessa vez abordando a questão da diversidade de gêneros e de cultura, porque retrata uma história de amor entre uma cigana (que estava prometida em casamento) e uma gadji (não cigana), um Romeu e Julieta dos tempos modernos. Já "A Saga de Orum" é uma aventura ficcional, cheia de magia e mistério. Então são tão diferentes que acabam todos sendo meus preferidos.

ciganos


Jornalismo na Alma-Qual a maior dificuldade de escrever Literatura Fantástica?

Lara Orlow-Eu não chamaria de dificuldade, mas de desafio. O maior desafio é escrever com propriedade. O que é isso: é saber o que se está escrevendo e porque se está escrevendo. Estar bem embasado e compreender as questões antropológicas de mitos e lendas em geral (porque toda literatura fantástica é regada de mitos e lendas). No caso específico da mitologia africana, ela é repleta de diversidade. Cada tribo, ou nação africana, tem seus próprios mitos, eles vão se modificando aqui e ali, assumem novos aspectos e novas roupagens. Isso porque se trata de uma tradição oral. Então, separar os mitos, decidir qual linha de raciocínio seguir, pensar até que ponto vale a pena adaptar algum mito para que se encaixe no enredo de literatura fantástica, entre outras coisas do gênero. Outro desafio foi desvincular a mitologia da religião, com cuidado de não ferir a fé de quem segue as religiões de matriz africana, e ao mesmo tempo respeitar a crença de pessoas de outras denominações religiosas, que leiam o livro. Claro que a mitologia está ligada à religião. No caso de mitologias como a grega, a nórdica ou a romana, elas já estão desvinculadas de crenças religiosas, então fica um pouco mais fácil de se lidar. Não há fiéis que possam se constranger caso você fale dos defeitos de Zeus, ou quando cita-se uma Atena maltrapilha. É complicado agradar todo mundo, mas me esforcei bastante para alcançar esse objetivo.

Jornalismo na Alma-No livro conhecemos a Mitologia Africana. Nos conte um pouco sobre ela.

Lara Orlow-Como já disse é uma mitologia muito rica de diversidade. Por ser transmitida oralmente, ela vai se modificando, se alterando, em cada tribo ou nação, ela assume diferentes características, isso porque nasceu em tribos nômades. Ela tem uma cosmogênese, como todas as outras mitologias, possui suas deidades, que sempre tem características muito próximas das humanas. Têm paixões, medos e desejos. E possuem poderes sobrenaturais. Orum é o reino dos orixás, Olorum é seu rei, os demais orixás também são reis, em seus próprios reinos menores, que compõem Orum. Dentre centenas de orixás, posso destacar: Yansã, que é a senhora das tempestades; Oxóssi, o senhor da caça; Xangô, o rei das pedreiras e da justiça; e assim por diante. Todas essas deidades entrelaçam-se em relações de amor e ódio, criando o intrincado mundo da mitologia africana, que no final das contas é igual à quaisquer outras que já tenhamos tido contato.
Jornalismo na Alma-Sobre qual tema escreveria um outro livro?

Lara Orlow-Meu lema é diversidade literária. Gosto de inovar, buscar coisas nunca feitas por ninguém. Foi assim com o "Wlad" e com "Lumia", está sendo assim com "A Saga de Orum". Tenho vontade de escrever alguma coisa dentro da mitologia celta. Tenho mergulhado fundo na Literatura Fantástica, e acredito que não mudarei o gênero literário tão cedo.

Jornalismo na Alma-Se pudesse ser uma personagem do seu livro qual seria? Por quê?

Lara Orlow-Essa respondo sem pensar duas vezes, com certeza eu seria Sofia, a mãe da Verônica (A Saga de Orum), porque ela é bióloga no Jardim Botânico de São Paulo, e para mim aquele lugar é um verdadeiro paraíso em meio a civilização. Tem muito de mim nessa personagem.

Jornalismo na Alma-Qual a maior dificuldade que enfrentou para publicar seus livros? Como superou essa situação?

Lara Orlow-O mercado literário nacional é bastante complicado quando se está no início da carreira, e eu ainda estou nesse início na verdade. Mas nunca fiquei esperando alguém descobrir que meus textos existiam. Eu sempre referi a mim como uma "macaca de internet", pulando de site em site, divulgando, falando sobre meus livros, postando algo que eu tenha escrito. Já publiquei gratuitamente em blogs, só para meu nome ficar conhecido. Já criei e excluí blogs meus. Acho que o marketing é a alma do negócio. Foi isso que eu fiz, mostrei que meus textos existiam, para o maior número de pessoas possível. Claro que isso não é o suficiente para ser publicado. Eu dei muito a cara a tapa, ouvi muito mais "nãos" do que "sims", e isso foi amadurecendo minha escrita.

Jornalismo na Alma-Com sente-se com a receptividade das pessoas que leram suas obras?

Lara Orlow-O público brasileiro é muito afetuoso, acho que faz parte da nossa característica. Apesar de haver muito mais marketing para livros estrangeiros, os brasileiros estão cada vez mais valorizando seus autores nacionais. Então, independente do tema, sempre senti muito carinho e receptividade das pessoas que já leram minhas obras.

Jornalismo na Alma-Diga um autor preferido no Brasil? Por quê?

Lara Orlow-Tenho vários preferidos: André Vianco, Thalita Rebouças, Ruth Rocha, entre muitos outros.

Jornalismo na Alma-Diga um autor estrangeiro preferido? Por quê?

Lara Orlow-Anne Rice, porque embalou toda minha adolescência com seus vampiros maravilhosos.

Jornalismo na Alma-Qual a dica que você daria para futuros escritores?

Lara Orlow-Dica 1 - Não desista jamais. Dica 2 - Aceite críticas e faça alterações. Dica 3 - Tenha 1% de inspiração e 99% de transpiração. Dica 4 - Faça sempre uma boa apresentação dos seus projetos literários. Dica 5 - Nunca pare de ler e de estudar.

Jornalismo na Alma-Para encerrar gostaria de fazer um bate e volta com você.

Lara Orlow-
Uma pessoa: Meu pai.
Um desejo: Não deixar de ser eu mesma.
Um livro: Entrevista com o Vampiro.
Uma música: Like a Stone - Audioslave.
Uma comida: Todas.
Uma bebida: Água.
Uma frase: Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, portanto, não é uma ação, mas um hábito - Aristóteles.
Animal de estimação: Livres.
Filhos: Minha força de viver.
Dinheiro: Não compra felicidade, mas pode te levar para sofrer em Paris.
Felicidade: Equilíbrio.
Fama: Um desafio.
Religião: O amor.
Blogueiros: Tudo de bom.
Falsidade: Uma arma de destruição em massa.

Lançamento "A Saga de Orum - Livro 1 - Os Guerreiros Sagrados"

Estou de volta, dessa vez para contar como foi o lançamento do livro A Saga de Orum.

O lançamento aconteceu durante o Simpósio de Literatura Fantástica, Fantasticon. Então o lugar estava cheio de escritores e leitores desse gênero literário, o que foi maravilhoso, porque o lançamento aconteceu justamente entre incentivadores e apreciadores desse tipo de leitura.

A organização do evento é de responsabilidade de Sílvio Alexandre, e está em sua 7ª edição... sinal de que é um sucesso!

Tive direito à entrevista, realizada pelo Adriano Siqueira e um pequeno clã de fãs, todos com a camiseta da saga... Bom, vamos parar de blá-blá-blá e ir direto às fotos e ao vídeo... Um super abraço a todos, mil bjs!

video




























Lançamento - "A Saga de Orum - Os Guerreiros Sagrados" de Lara Orlow

Olha que artigo lindo, minha filha, Gabriela Orlow, quem escreveu, fiquei encantada:

Quantas vezes você sonhou que uma linda coruja branca lhe trouxesse uma carta para ingressar em uma escola de bruxos? Ou já imaginou que poderia estar em um acampamento meio-sangue, combatendo monstros assustadores da mitologia grega? Então, se prepare, porque existe um novo lugar onde talvez você queira se embrenhar entre seres mitológicos e muita aventura. Esse lugar se chama: Orum.
Baseado na mitologia africana, o novo livro da autora Lara Orlow, “A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados”, é um misto de magia, aventura e mistério, com direito a profecias de oráculos, dragões e algumas pitadas de bom humor. Claro que não existem dragões na mitologia africana, mas a autora afirma que precisou fazer algumas adaptações na mitologia original, para que assim se tornasse literatura fantástica. Dentre essas pequenas modificações estão alguns novos elos de parentesco e criaturas criadas por ela, de forma a trazer sentido à história do livro. “Essas alterações fazem parte do contexto cultural africano”,explica a autora“uma vez que todos os mitos e as lendas vão se modificando de nação para nação, afinal se trata de uma cultura perpetuada oralmente”. Outra alteração interessante é a multiplicação de Oxalá, Oxalufã e Oxaguiã, que originalmente seriam o mesmo orixá, mas em momentos diferentes de sua existência. Para criar o ar de mistério em torno dessa ficção, a autora multiplicou-os e lhes deu uma identidade individual, tornando-os três orixás independentes, três irmãos, filhos do rei de Orum, Olorun.
A aventura se passa nos dias de hoje, quando três jovens adolescentes, num piscar de olhos, vão parar dentro de uma estranha e assustadora cabana de palha, de frente para um feiticeiro ancestral e seu oráculo. A autora cedeu um trecho para nossa degustação:

“Responda sem pensar: o que você faria se em um instante estivesse no conforto da sua casa e, inexplicavelmente, fosse teletransportado para uma cabana rústica, repleta de enfeites que pareciam ter vindo diretamente do Paleolítico, em uma mistura de pedras, galhos, ossos e outros artefatos indizíveis? A pequena cabana estava quase na penumbra, não fosse pela fogueira onde ardia o pedaço de madeira avermelhada.
- Ei? Quem é você? Sequestro é crime, sabia? Velho safado! Vou ligar para a polícia agora – disse Verônica levando a mão ao bolso para procurar seu celular.
- O que é isso? Onde estou? Cadê minha casa? - Rick não estava entendendo nada.
- Estou no reino que eu sonhei. Eu sabia que isso ia acontecer, as letras dançantes me contaram! – Duda completou extasiada.
- Letras dançantes? Eu tomei alguma coisa que me deixou doidona ou estou sonhando? – Verônica balançou a cabeça, se dirigiu para a porta de saída, mas foi barrada pelo cajado do velho.
- Sente-se mocinha, fique em silêncio e escute – Orunmilá não estava tão certo de que aqueles jovens à sua frente seriam guerreiros sagrados, muito menos salvadores do Otá de Oxaguiã. Talvez o Ifá tivesse errado pela primeira vez. Eles não se pareciam em nada com fortes guerreiros. Seus eledás teriam muito trabalho para prepará-los às pressas.
Aliás, havia ali somente três adolescentes menos que comuns! Um rapazinho com cara de “quero o colo da mamãe”, uma mocinha revoltada, e, a mais nova dos três que parecia, a única, um pouco mais adequada para ser uma guerreira, apesar da pouca idade. Onde estariam os guerreiros de verdade? Guerreiros? Aqueles jovens não poderiam ser chamados de guerreiros.
Afastando a palha do rosto, sem deixar que vissem sua face, ficou observando por alguns instantes, quase estupefato.
O rapazinho parecia tímido demais e descrente. O velho feiticeiro ficou em dúvida quanto à coragem dele. A menina de cabelos cacheados era um tanto arrogante. Com a sobrancelha levantada e as mãos na cintura, ficava batendo os pés no chão, como se tivesse algo melhor a fazer do que estar ali. Impaciente também. Como uma guerreira impaciente conseguiria superar tantos desafios? A menor parecia ser a mais inteligente. Estava empolgada de estar ali, sabia onde estava e respeitava o local. Apesar de ser julgada pelos humanos como incapaz intelectualmente, era a única que poderia demonstrar algum pequeno traço de guerreira.
Respirando fundo, logo o velho deixou que sua voz assustadora e profunda saísse:
- Meus jovens, vocês estão em Orum, o reino superior. Podem chamar de sonho, imaginação ou ilusão. Não me importo quanto ao nome que derem, mas estão aqui porque precisamos de sua ajuda.
- Sim, senhor feiticeiro. Estou pronta a lhe ajudar, eu venho me preparando para isso há anos! – Duda estava encantada com as palavras do velho.
- Meu Deus! Estou entre malucos – Verônica queria voltar para casa, mas sequer sabia onde estava.
Cansado da intolerância de Verônica, o velho lhe deu uma cajadada na cabeça e passou as pontas dos dedos sobre seus lábios, fazendo uma magia temporária que a impossibilitaria de falar. Rick deu risada.
- Você não sabe onde está menina tola. Estamos diante do Senhor da Magia – fazendo uma reverência Duda continuou – deve ser respeitosa, é o mais velho daqui.
Apesar de não lhe saber o nome, ela sabia muito bem quem era e onde estavam.
O velho continuou:
- Estamos passando por um problema muito grave. Tentarei explicar da forma mais simples possível, visto que estou diante de guerreiros despreparados.
O velho foi até onde queimava o tronco, jogou folhas secas que logo se transformaram em uma espessa nuvem branca e com a ponta do cajado foi circulando a fumaça, formando desenhos que iam demonstrando tudo o que ele dizia.
- Vocês estão em Orum, o reino superior, que faz o mundo existir, tal qual o conhecem – sentando-se ao lado das brasas, o velho feiticeiro continuou – Somos regidos por Olorun, nosso rei supremo, o Senhor do Tempo. Ele possui três filhos: Oxalá, Oxaguiã e Oxalufã. Oxalufã é o mais velho, Oxalá é o do meio e Oxaguiã, o mais jovem dos três. Os seres daqui se chamam orixás, e em tempos remotos da Terra foram chamados de deuses. Cada um possui uma pedra sagrada, chamada otá, e todas as pedras reunidas formam a energia que mantém Orum e a Terra em harmonia e equilíbrio.
Orunmilá permaneceu em silêncio por alguns instantes, cismando consigo quanto à compreensão daqueles jovens a despeito dos assuntos sagrados. Rick permanecia de cabeça baixa, mexendo nos dedos, como se pudesse desviar a atenção de si. Verônica estava claramente irritada por causa da magia que a impedia de falar. Duda olhava com atenção, escutando todas as informações, dando o devido respeito ao que o velho dizia.
Respirando fundo, ele continuou:
- Orum está subdividido em reinos menores. Cada reino com seu governante, o orixá responsável, e seus súditos, todos pertencentes à mesma linha vibratória, à mesma família. Possuímos um Conselho dos Orixás, são eles que tomam todas as decisões quanto aos rumos de Orum e da Terra.
Agora, por exemplo, vocês estão no Reino da Magia, e eu sou um orixá, o governante desse reino. Meu nome é Orunmilá, e possuo meus próprios súditos, todos magos, feiticeiros e bruxos. Há algum tempo, mais de um milênio do seu tempo terrestre, o otá de Oxaguiã desapareceu. Quando o otá é retirado do Roncó, a vida do orixá correspondente fica por um fio, e os pilares de sustentação da vida ficam fragilizados.
- Isso é estranho – disse Rick, interrompendo o velho.
- Não sabemos como o otá de Oxaguiã desapareceu, mas se não for resgatado, seu mundo entrará em colapso. Percebam as sucessivas catástrofes naturais que têm devastado o seu planeta. Vocês humanos acreditam que a causa seja o aquecimento global. Na verdade, isso se dá pelo fato dos pilares de sustentação, formados pela energia dos otás, estarem abalados, graças à ausência de um dos otás. Além disso, existe uma profecia muito antiga, que predizia o sumiço do otá de um dos filhos de Olorun. Consultando o oráculo, descobrimos que somente os guerreiros sagrados poderão resolver o problema. Agora os orixás estão em pé de guerra, acusando-se uns aos outros de terem participado do desaparecimento da pedra.
Verônica começou a levantar a mão insistentemente, como se quisesse fazer alguma pergunta. Orunmilá parou de falar, fitou a jovem à sua frente, balançou a cabeça negativamente, e disse para si mesmo: “Vou me arrepender disso!” – depois estalou os dedos, e ela voltou a falar:
- Olha, muito interessante essa história toda, mas está bem simples de se decifrar. Um dos dois irmãos mais velhos ficou com ciúmes do caçula, e resolveu matar o irmão. Isso acontece direto lá na Terra (meu Deus, “to” caindo no conto desse velho...)...
- Não jovem humana insolente. Os filhos de Olorun não são afetados pelas mesmas emoções humanas. Eles não têm ciúmes, não tem rancor, não tem inveja. São seres sagrados e superiores. São senhores da paz, e jamais fariam algo do gênero. Se fossem quaisquer um dos outros orixás isso poderia ser uma hipótese, pois eles sim possuem sentimentos parecidos com os dos humanos... Aliás, os humanos é que herdaram os sentimentos dos orixás. Mas em se tratando da família de Olorun, não!
Estalando o dedo novamente para impedi-la de falar, o velho prosseguiu:
- Os guerreiros sagrados existem desde o início dos tempos em Ayié, a Terra. Eles trabalham para proteger a humanidade. Eu fiz uma magia e convoquei os guerreiros sagrados da profecia, lançando as cinzas dos antigos, e, foram vocês três que apareceram. Ou o oráculo resolveu me pregar uma peça, ou vocês são os guerreiros sagrados designados para empreender tal busca.
Orunmilá continuou:
- A Terra, como vocês a chamam, é o plano físico. Orum é o plano etéreo. Temos ainda um plano criado alguns milênios depois de Orum e Ayié. Um mundo-prisão, Ibonan. Esse último é repleto de seres malignos, prontos a devorar a alma e o espírito de qualquer ser vivente. É local de condenação e abrigo de espíritos errantes e repletos de vícios. Temos algumas fortalezas nos limites de Ibonan, onde soldados, guardiães e comandantes de milícias vivem para manter a paz e evitar rebeliões ou fugas.
O feiticeiro parou para respirar, e em seguida prosseguiu:
- Agora precisamos correr contra o tempo, para localizar o otá de Oxaguiã e guardá-lo junto com os outros no Roncó, o Salão Ritualístico. A desconfiança está instalada entre os orixás. Nada mais há que se fazer, a não ser seguir as orientações do oráculo Ifá. Precisamos ser rápidos, antes que a guerra realmente comece, seu mundo seja aniquilado e Oxaguiã morra.
Duda pigarreou levemente e perguntou respeitosa:
- Mas senhor Orunmilá, existe alguma pista para encontrarmos essa pedra, o otá?
- Sim, temos a profecia – então Orunmilá a recitou, como se aquelas palavras já fizessem parte comum de seu repertório, tanto que já tentara decifrá-la:
A sustentação da vida saqueada
E a prole da casa real por tormentas assolada.
Sol, Lua, Estrela e Arco-íris juntos lutarão.
Suas forças em profusão.
O tempo será parado,
O salvador será o culpado,
Destruído e acusado.
Do seu maior sofrimento ele se reerguerá
E a paz, proveniente da dor, reinará.
Quando tudo terminar
Os elementos irão se rebelar,
Fazendo a busca recomeçar.”

A Saga de Orum promete uma história sem precedentes, afinal é a primeira vez que um autor nacional resolve criar uma ficção com esse enredo. O resto da aventura fica por sua conta e risco!

Livro: A Saga de Orum – Os Guerreiros Sagrados
Autor(a): Lara Orlow
Número de páginas: 364
Anadarco Editora                                             
Lançamento: 21/09/2013
Local: FATASTICON – Simpósio de Literatura Fantástica 2013 - Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – São Paulo

Pré-vendas: Desconto na Livraria da Ana (www.livrariadaana.com.br) - DE R$40,00 POR R$34,00 até 21/09


Quem Precisa de Inclusão? - by Lara Orlow



Quando me deparei pela primeira vez com o termo inclusão, pensei: o que será inclusão? E fui buscar o significado disso. Antes de entender a inclusão, preferi fazer o caminho inverso, e busquei o que seria a exclusão. Descobri que a exclusão é o afastamento, a ignorância, o distanciamento, a falta de acolhimento. Então, percebi que a inclusão era justamente o oposto. Aproximação, conhecimento, compreensão, aproximação e acolhimento. E descobri algo muito mais importante. Que eu fui uma aluna de inclusão. Não por possuir alguma deficiência ou necessidade de aprendizagem especial, mas porque todos fomos alunos de inclusão. Somos adultos de inclusão. Porque todos os seres vivos precisam se sentir incluídos, abraçados e acolhidos.
Não há ninguém que seja absolutamente independente. Todos dependemos uns dos outros, dependemos de estruturas sociais e de adaptações do meio para possibilitar nossa vivência. Desde os primórdios da história da humanidade nos deparamos com adaptações. Nossos ancestrais adaptaram palha, junco e madeira para construir coberturas que os abrigassem das intempéries. Adaptaram pedra, lascando-a, para buscar alimentos e se defender de feras. Adaptaram pele de animais para proteger seus frágeis corpos de espinhos, temperaturas bruscas e doenças. Se a humanidade chegou onde está hoje foi graças à capacidade de adaptar o meio que nossa espécie possui.
A adaptação está ao nosso redor em tudo. As cadeiras são assentos adaptados para os nossos corpos. Camas são locais de repouso adaptados para nosso conforto e sono. Talheres são objetos adaptados para que possamos levar o alimento à nossa boca. É infinito.
Inclusive os meios para reverter os processos depredatórios contra a natureza e a ação das sociedades sobre o desmatamento são adaptações, em uma tentativa de corrigirmos as degradações ambientais.
Então, quando falamos em adaptar a acessibilidade estamos falando do potencial humano inato de adaptar o meio à vida. Estamos falando de cada um de nós. Estamos falando do respeito à pessoa humana, independente de suas necessidades, dificuldades ou especialidades.
Ouvi certa vez a fala de uma professora que foi extremamente tocante para mim. Foi um exemplo de uma dinâmica em grupo, então não sei o nome dessa professora para citar, mas sua atitude deve ser repetida inúmeras vezes:
“Certa manhã uma mãe angustiada foi levar sua filha “especial” ao primeiro dia de aula em uma escola regular, um pouco ansiosa falou para a professora, enquanto apresentava sua pequena: - professora, minha filha é especial, (posso imaginar a cena, a professora parada à porta da sala, as crianças em efusão de sons pelo novo ano letivo que se iniciava àquele dia, cores de cartazes por todas as paredes, pequenas mochilas sobre o encosto das cadeirinhas diminutas) a professora parou, sorriu suavemente para a mãe e disse afetuosamente: - não se preocupe mãe, todos meus alunos são especiais.” Naquele momento a mãe confiou no trabalho e na competência daquela professora, afinal ela estava deixando nas mãos daquela completa desconhecida seu bem mais precioso.
Esse exemplo trás a tona algo maravilhoso:
Todos nós somos especiais.
Todos nós temos competências.
Todos nós temos habilidades.
Todos nós temos necessidades.
Todos nós temos deficiências.
Todos nós temos dificuldades.
Cada um em graus diferentes, mas a verdade é que somos iguais, em nossas diferenças. Aí entra a inclusão. Todos nós precisamos ser e nos sentir incluídos.
Afinal, voltando a citar a adaptação, não fomos nós que nos adaptamos ao meio, nós não aprendemos a viver em árvores ou a caçar usando nossas presas. Nós fizemos a adaptação do meio para nossa vivência, conforto e sobrevivência.
Quando partimos desse pressuposto, quando entendemos a inclusão e as adaptações como especificidades humanas, naturais da nossa espécie, podemos então perceber que não se tratam de pequenas situações pontuais, não, são situações corriqueiras, comuns, do nosso cotidiano.
Para aprendermos a incluir precisamos aprender a compreender o outro, suas limitações e suas potencialidades. Mas como vamos perceber o outro se muitas vezes somos incapazes de perceber a nós mesmos?
Quem conhece suas limitações, as aceita e busca recursos para ultrapassar as barreiras que essas limitações impõem?
Quem conhece suas habilidades, busca auto-estímulo e valoriza aquilo que tem de melhor?
Eu posso dizer quem faz isso com maestria e muito tem a nos ensinar: os portadores de deficiências, os alunos com dificuldades de aprendizagem, as pessoas com necessidades especiais. Esses reconhecem, aceitam e assumem suas limitações, buscam meios para ultrapassar barreiras, e a cada avanço enxergam conquistas, tornando-se vitoriosos.
Não somos nós que temos a ensinar, mas sim a aprender.
Cada criança com síndrome de Down alfabetizada significa um reconhecimento da dificuldade, luta pelo aprendizado e conquista.
Cada criança com dislexia em processo de aprendizagem significa coragem de vencer barreiras neurológicas, buscando novas formas de compreender aquele conteúdo tão igual, tão comum, tão inexplorado e tão sem recursos didáticos.
Cada surdo que conversa através das Libras significa sua capacidade inata de comunicação, verbalização simbólica, manifestação criativa.
Cada cego que conhece os caminhos de uma cidade através de seu cão guia ou de sua bengala significa sua independência e sua vitória na capacidade de ir e vir.
Há tanto mais que se falar de cada vitória dessas, que insistimos em rotular como deficiências. Quem são os verdadeiros deficientes afinal? Quem de nós teria a capacidade, a coragem e a força de vontade de lutar contra suas barreiras internas e se libertar do mundo interior em que vive um autista?
... Talvez todos! Mas isso é algo que nunca saberemos!
Afinal, somos pessoas de inclusão, todos nós!
A nós, pais, educadores, gestores municipais, agentes sociais... humanos... cabe acolher, adaptar o mundo para eles (assim como já está adaptado para nós, afinal o mundo não apareceu do nada com os confortos e facilidades que existe hoje), preparar e acurar nosso olhar, para percebermos o que o outro tem de melhor, sem rótulos, afinal rótulos são apenas adaptações de embalagens para sabermos o que há pelo lado de dentro. E será que nossos rótulos estereotipados conseguem definir toda a infinidade de características que uma pessoa possa ter contidas em si?
Vamos acolher com nossas atitudes, abraçar com o olhar e incluir com o coração.


Afinal, quem precisa de inclusão?

Prioridades - by Lara Orlow



Quando nos deparamos com todas as possibilidades que se abrem freneticamente diante de nossos caminhos, inevitavelmente somos obrigados a definir prioridades.

Quantas e quais são as áreas que queremos resolver em nossas vidas? Temos a afetividade, relacionamento, família, saúde, dinheiro, profissão, lazer, isso tudo sem contar com os objetos “sonhos de consumo”.

Assim qual o melhor caminho para sabermos exatamente o que queremos e quando queremos? Como alinhar mentalmente nossas prioridades e definir em que ordem devemos projetar nossa mente na meta de alcançar nossos objetivos?

Claro que tudo o que está a nossa volta possui seu próprio grau individual de importância, e nós mesmos sabemos mensurar o tamanho da necessidade que possuímos. Mas diante de determinadas situações vivemos verdadeiros dilemas, onde nos colocamos de maneira passiva, deixando a vida acontecer desenfreadamente.

Mas se estamos em um estágio evolutivo onde nos reconhecemos enquanto formadores do mundo, e mais que isso, construtores do universo como ele é nesse momento, então qual a verdadeira atitude que devemos assumir? A de meros expectadores, a de coadjuvantes ou a de atores principais? Considerando o mundo como nossa obra prima, por direito de herança divina, e, em possuindo interna e externamente todas as ferramentas cabíveis para sua transformação e sua criação, então, muito mais que atores, deveríamos nos colocar na posição de produtores de nossas vidas.

Mas, ainda assim persiste a questão! Apesar de estar claro em nossas mentes que transformamos e criamos o mundo em que vivemos, devemos focar nossos esforços em definir por onde começar, quais etapas vamos seguir, o que começar primeiro e qual de todas as possibilidades de nossa vida será a primeira a ser resolvida, ou o último desejo a ser alavancado.

Por onde começar?

Quando temos claro o plano de nossas vidas e nossas metas finais estão elaboradas mentalmente, então já temos condições de partir do principio que a definição de metas deve começar por dentro. Não se pode criar ou mudar algo partindo do vazio. Então se começa a busca pelo conhecimento. Nossa alma é lavada por um contingente monstruoso de informações, somos bombardeados por novos conceitos e a mudança interna começa. Esse trilhar pode ser longo ou curto, depende da capacidade de absorver conhecimento que nossa mente possua. Depende de como cada individuo consegue absorver e elaborar certas informações, de acordo com seu histórico de vida.

Quando nosso interior está devidamente embasado com toda a sabedoria e inflado com os mais puros pensamentos e sentimentos, estamos então prontos para dar seqüência à formação de nossos mundos individuais. Somente com a mente clara e o coração limpo, livre de quaisquer mágoas, perdoando nossos erros e os erros alheios é que temos condições plenas de determinar as prioridades para a concretização de sonhos e desejos.

Claro que sempre se pode recorrer à simplificação de desejar tudo ao mesmo tempo, mas diante da dedicação necessária para que suas metas aconteçam exatamente como se desejou, ou em uma visão ainda mais complexa, para que aconteça ainda melhor do que se planejou, é de suma importância que se invista uma atenção especial e verdadeira a cada meta, transmitindo-lhes seu verdadeiro significado.

Seja a compra de uma residência ou de um automóvel, seja a conquista do amor verdadeiro ou a conclusão de algum projeto, ou quem sabe ainda uma viagem, todo e qualquer sonho deve receber igual atenção e dedicação.

À partir daí o Universo terá todas as armas significativas para começar a atuar em nosso favor, na verdade nós fornecemos à mente divina, através de nossa fé (troquem essa palavra por Lei da Atração), as condições necessárias para que nosso mundo se manifeste da maneira que desejamos, e mais que isso, que se manifeste de maneira perfeita, o que condiz com nossa natureza ambígua, divina e humana, considerando que somos feitos à imagem e semelhança de nosso Criador.

Nossa vida terá sua trilha definida, com as etapas de realizações estabelecidas e nós saberemos exatamente o que queremos e por que queremos.

Portas Fechadas - by Lara Orlow



Sonhos, planos, ilusões, objetivos, etapas e projetos.
Ideais que lutamos para alcançar, mas que, em alguns momentos de nossas vidas parecem ter mais barreiras e obstáculos, do que facilidades.
Em resumo tratamos aqui das famosas portas fechadas.
Projetamos, pensamos, nos dedicamos para alcançar alguma coisa especifica, mas quando resolvemos colocar em prática nosso plano de ação, parece que qualquer esforço que dispensamos à concretização do tal objetivo, esvai-se como fumaça no ar.

Porque em determinadas fases de nossa vida os obstáculos parecem ser maiores do que em outras? Porque alguns objetivos são alcançados tão facilmente, enquanto outros se tornam praticamente impossíveis?

Porque algumas pessoas têm as portas abertas para todos seus sonhos, enquanto outras parecem caminhar sempre em círculos?

Após meditar muito sobre o assunto, e observar histórias de pessoas ao meu redor, descobri uma coisa simples. Não adianta lutar contra o destino.

Uma coisa é batalhar para alcançar um objetivo, outra coisa é dar murro em ponta de faca. E por mais que essa informação possa ser chocante, é a mais pura realidade. As vezes desejamos tanto uma determinada coisa, queremos tanto alcançar um tal objetivo, mas quanto mais lutamos para nos aproximar disso, mais longe fica a realização. Como se todas as energias do Universo estivessem lutando contra nossos ideais.  Quase como nadar contra a maré.

Isso significa que devemos então assumir uma posição submissa diante da vida e aceitar somente o que nos é imposto? Não devemos lutar para superar nossas próprias expectativas com relação à nossa vida, identidade e sonhos?

Não!

Isso significa que devemos estar em equilíbrio com o plano divino para nós. À partir do momento que possuímos auto-conhecimento, entendemos por que estamos aqui, o que estamos fazendo nesse plano terrestre, qual nosso objetivo de vida e quais os melhores caminhos temos para seguir, de acordo com quem somos.

Imagine se Einstein resolvesse ser compositor ao invés de físico! Não teríamos tido tantos avanços nesse campo. Ou se Freud resolvesse lutar para ser engenheiro, o que seria da psicanálise? E se Mozart achasse que sua felicidade estava na filosofia ou na pintura? Se madre Teresa tivesse se dedicado à moda? E Gandhi resolvesse ser piloto de avião? Michelangelo açougueiro! Não existiria o lindo teto da capela Sistina!

Todos os grandes nomes da história nos mostram pessoas como nós, com sonhos, desejos, limitações, medos, amores e dúvidas, mas com um diferencial em relação aos demais: eles identificaram seu chamado interior, traçaram metas de acordo com o que realmente tinham afinidade e souberam abrir as portas certas para concretizar seus objetivos.

Na verdade, isso é ainda mais profundo. Einstein não sabia que um dia ele descobriria Teoria da Relatividade. Ele não acordou um belo dia falando:
- Nossa, vou descobrir a Teoria da Relatividade, então serei um dos mais importantes físicos da humanidade moderna.
E Depois disso levantou e começou a distribuir panfletos escritos que acabara de descobrir a tal teoria. Nada disso.

A física era algo natural para ele. Einstein, na infância, foi diagnosticado com dislexia. No entanto ele foi além. Seu raciocínio lógico mostrou algo diferente, apesar de seu desenvolvimento cognitivo não estar de acordo com as expectativas padrões da época, ele possuía uma estrutura mental que o levava a observar as coisas ao seu redor e anotar o que via, para mais tarde analisar e tirar conclusões. Ele podia não ter habilidade com a área de humanas, mas na área de exatas era absolutamente hábil.

Isso é auto-conhecimento. Ele sabia de suas potencialidades! E usou o que tinha de melhor. Diante das negativas que recebera ao longo de sua vida escolar, poderia facilmente desistir e ser coveiro. Mas ele usou o que tinha de melhor, e se tornou um dos maiores nomes da física moderna.

Se for preciso releia atentamente o exemplo de Einstein que citei. Não estou falando de desistir de seus sonhos, mas ao contrário disso, sonhar com o que de fato lhe é cabível. Antes de criar expectativas, é necessário conhecer-se, saber quais são suas limitações e seus pontos fortes, para à partir disso traçar suas metas.

Seja você quem for, ou quais sejam seus objetivos, você só terá condições de concretizá-los quando estiver alinhado com seu próprio potencial.

À partir do momento que souber quais suas habilidades, você poderá focar e incitar seus esforços para adequar-se, estimulando o que já lhe é inato.

Quando seus sonhos estiverem alinhados ao seu talento, você verá que apesar de ainda ser necessário dispender esforços para atingir o que deseja, isso acontecerá tão prazerosa e facilmente, que você só conseguirá ver portas abertas para a viabilização dos seus planos.
 
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